terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Realmente foi apenas pelos vinte centavos





O ano recém começou e já somos bombardeados por notícias como:



Isto me faz pensar que, ao invés do Governo trabalhar para diminuir os gastos, ele está transferindo a conta para o cidadão comum.
Lembrando que, com o aumento da energia e dos combustíveis, todo este custo acaba sendo repassado em toda a cadeia produtiva. Vai aumentar a alimentação, transportes e demais serviços da mesma forma.
Já temos uma carga tributária absurda, por que temos de pagar mais?

É numa hora destas que eu sinto vergonha por ser brasileiro! Em qualquer outro país do mundo notícias como estas seriam motivo de protestos ou guerra civil!
Sou a favor do Estado mínimo. Um governo que se mete o menos possível na vida do país. Seria muito bom ter um governo que:

  • Reduzisse em 50% os ministérios
  • Acabasse com os cargos de comissão (seriam todos por carreira)
  • Passasse para a iniciativa privada tudo o que não deve ser feito pelo Governo (correios, administração de portos/aeroportos, rodovias, hospitais, universidades e escolas)
  • Mudasse realmente a forma como os impostos são cobrados e, principalmente, como os recursos são investidos.

Óbvio que a frase "todo povo tem o governo que merece" pode parecer fazer sentido, mas eu acho que merecemos mais.
Hoje, da maneira que está, sinto que estou sendo roubado a todo momento por quem deveria estar trabalhando para promover o bem para a população.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O que a Petrobrás e o atentado na França tem em comum



Esta é uma postagem que tem grande potencial para ser mais uma das Teorias da Conspiração existentes no mundo. Se for, irei dar boas gargalhadas lendo isto aqui no futuro, mas se não for poderei dizer: "Eu avisei".



Em conversa com o meu pai, durante a virada do ano, comentávamos um pouco sobre a crise da Petrobrás. Não é novidade que o valor da ação da Petrobrás está caindo bastante.

Alguns acham que é apenas devido aos escândalos de corrupção, mas o principal motivo é a queda no preço do barril de petróleo. Para terem uma ideia, o gráfico abaixo mostra o preço do barril durante os últimos anos:


O preço do barril é regulado pela lei da oferta e da procura e, conseguentemente, pela valorização do dólar no mercado internacional.

Vamos a alguns exemplos:

  • Em 2007 existia uma tensão muito grande entre os Estados Unidos e o Irã, além da guerra do Iraque. Isto e outras manobras fizeram a produção de petróleo no Oriente Médio diminuir e o preço aumentar.
  • Em 2008 o presidente Bush declarou que iria liberar a perfuração de novos poços no oceano, o que iniciou uma queda histórica. A redução da tensão entre EUA e Irã colaboraram e o dólar também estava mais valorizado. Após ocorreu a crise americana, com a falência de vários bancos, o que derrubou a economia e desvalorizou o dólar no mercado internacional (aumentando o preço).
  • Em 2009, tensões na Faixa de Gaza acabaram por aumentar novamente o preço. 
  • Em 2011 começaram as tensões nos países árabes, o que ficou conhecido como "Primavera Árabe" e que durou até 2012.
  • Em 2014 os países produtores bateram recordes de produção, bem como estão em uma relativa estabilidade política. Outro ponto importante é que o mundo, de maneira geral, está com economia em recessão, o que reduz a demanda por energia. Estes são alguns dos motivos que fez o preço do barril de petróleo cair. 


Tá, mas o que isto tem a ver com o atentado na França?

Simples, uma das maneiras mais simples de aumentar o preço do petróleo é diminuir a oferta.

E como diminuir a oferta? Criando uma Guerra nos países produtores.

Até o ano passado poucos tinham ouvido falar do "Estado Islâmico". Um dos terroristas do atentado em Paris disse que pertencia a esta organização (se bem que os outros falaram que pertenciam a Al-Qaeda). Isto, em conjunto com a comoção mundial pelo atentado bizarro e condenável, farão com que os líderes mundiais comecem uma busca pelos líderes destas organizações.
Possivelmente estes dirão que não irão se render, que todos devem se converter e, que se forem se meter no território deles, haverá guerra, blá, blá, blá.

Terroristas brigando com os Estados Unidos, creio que já vi este filme algumas vezes e o resultado foi o mesmo: Guerra no Golfo Pérsico, onde estão os maiores produtores de petróleo do mundo.

Isto aumentará o preço do Petróleo e evitará a queda das ações de todos os grupos petrolíferos do mundo.
Creio que o resto cada um pode deduzir.

Faz sentido ou estou viajando demais? :-)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Seja um Fracassado - Gustavo Reis



Fui aluno do Gustavo Reis durante minha época de cursinho pré-vestibular (lá em 1994). Na época chamávamos ele de Horácio (devido ao cérebro avantajado que ele tem).
Confesso que ele me ensinou muitas coisas que nem fazia ideia, dado que fiz curso técnico e, naquele tempo, os cursos técnicos focavam muito na parte técnica e não nas disciplinas como Biologia, Química ou Matemática.
Lembro que ele fazia Computação na UFRGS, o que aumentou meu interesse nas aulas, visto que eu faria vestibular para Computação também. Em conversas de bar, ele comentou que pensava em um dia ir morar nos Estados Unidos e trabalhar no Vale do Silício, mas depois do final do cursinho, não fiquei sabendo mais dele.
Qual não foi minha surpresa ao receber um vídeo dele em uma palestra no TEDx Unisinos, falando sobre a vida de Professor, o momento em que ele desistiu da Computação e se voltou inteiramente para ensinar e outras coisas mais.
Confesso que muitas coisas que ele falou já me passaram pela cabeça, e o que ele fala da gratidão ao ensinar uma pessoa, podem ter certeza que está certo.
Ainda estou trabalhando em uma empresa de Informática, mas também dou aulas na Faculdade. Adoro as duas coisas que faço, e acredito que faço bem.
Mas confesso que o vídeo me fez pensar bastante sobre o futuro! :-D


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

LDU 1x0 Grêmio - Resumo da Partida



Primeiro Tempo
Jogo fechado. A LDU atacou bastante na primeira metade, mas a defesa estava sempre bem postada. Infelizmente estávamos errando muitos passes e não conseguíamos atacardireito. Pelo menos no primeiro tempo a altitude não se manifestou. Depois da primeira metade, conseguimos encaixar alguns contra-ataques e chegamos mais a área. Quem sabe se o juíz não tivesse encerrado o primeiro tempo quando íamos cobrar um escanteio, pudéssemos sair ganhando o jogo!

Segundo Tempo
A entrada do Vargas ajeitou o time nos primeiros minutos. Agora parecia que o Grêmio era o time da altitude e a LDU é quem tinha de defender. Pará chutando com perigo a gol. Souza também. Os equatorianos não entendiam, pois a última vez que tinham jogado contra um time gaúcho, era apenas um time de fracos! Aos 15 Souza (ele de novo) acerta a trave em falta cobrada por Elano. Depois a LDU equilibrou um pouco e acabou achando um jogo depois da lesão do Dida. Depois do gol pressionaram para tentar ampliar, mas quem perdia gol era o Grêmio. No final a LDU já achou que o 1x0 tava bom e resolveu se defender. Fernando quase empata aos 45, em um belo chute de fora da área. Minha impressão: ganhamos na Arena semana que vêm.

Dida - Me lembrou o Victor. Saiu lesionado e deve ficar fora (resolvendo o dilema de Grohe x Dida)
Tony - Bom na defesa. Se o Elano olhasse para o lado e passasse a bola quando ele subia para o apoio, poderia ser melhor. Na média,
Cris - Temos um xerife na zaga.
Saimon - Melhor apenas se fosse um pouco mais indisciplinado (imprensa não tem o que publicar e inventa esta). Joga simples e eficiente.
Pará - Todas as jogadas da LDU foram pelo lado dele. Logo, teve de manter posição e não conseguiu ir para o apoio. No segundo tempo melhorou muito e até chutou a gol.
Fernando - Se alguém falar em vender este guri, vai se ver comigo! Ficou meio sumido no segundo tempo, mas ainda teve tempo de chutar na trave aos 45 min.
Souza - Ninguém vê ele no jogo, mas que bom que ele está neste meio-campo.
Zé Roberto - Sempre eficiente, armou boa parte das jogadas de ataque. Um garoto!
Elano - Segurou a bola, chamou faltas, ligou os ataques. Se olhasse para a direita e visse o Tony subindo para o apoio, seria melhor. Saiu cansado.
William José - Sozinho na esquerda devido ao Pará manter posição. Mesmo assim, fez o melhor lance de ataque do primeiro tempo. Cedo para avaliação.
Marcelo Moreno - Quando voltava para buscar a bola, dava pena dele. Quando subia para a área, a bola não chegava. difícil.

Vargas (William José) - O cara pede para jogar mesmo sem treinar. Logo aos 4 min enxergou o Tony (o que Elano não fez em 45 min). Puxou ataques com naturalidade, fôlego e qualidade. Deverá ser o titular no jogo da volta.
Marco Antônio (Elano) - Entrou, tomou cartão amarelo, chutou em gol. Depois deu saudades do Elano.
Marcelo Grohe (Dida) - Mesmo preterido pelo Luxemburgo, acabou entrando em campo pelo destino do jogo. Deu azar no primeiro lance, apesar de ter salvo 2 vezes antes da bola entrar. Depois do gol não teve trabalho. Paulo Santana vai acabar com ele na coluna de amanhã.

Luxemburgo - Vai ter de reverter na Arena e calar a boca de quem diz que ele não ganha mata-mata. Vamos ver.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Minhas lembranças do Estádio Olímpico






Lembro que comecei a frequentar o Estádio Olímpico por volta dos 5 anos, ou seja, por volta de 1982.

Lembro como se fosse hoje de ir a um jogo com o meu pai, mãe e irmão (na época de colo) nas sociais que, naquela época, não tinha nem o banquinho de concreto que tem hoje.

Lembro do tempo em que meu pai foi conselheiro, em 1983 e de entrar com ele e subir para a tribuna de honra de elevador. 

Lembro de participar do grupo de escoteiros do Olimpico, ir todo sábado para o Estádio, da sala de escotismo (entre o portão 5 e o portão 7), de jogar bola no gramado suplementar, de olhar as piscinas.

Lembro de começar a ir aos jogos da Copa do Brasil de 1989, de ver o Grêmio ganhar do Flamengo por 6x1, de não ter ido a final contra o Sport porque o colégio marcou a final do campeonato no mesmo dia (e não me avisar que foi adiada).

Lembro da final da Copa do Brasil de 1994, da final da Libertadores da América, das Copas do Brasil de 1997 e 2001.

Lembro de participar várias vezes da Torcida Jovem nos jogos do Grêmio, na época a maior torcida organizada do tricolor.

Lembro de ir para o estádio de ônibus, de bicicleta, de carro, até a pé a partir do centro eu fui.

Lembro das grandes derrotas, para o Palmeiras com o gol anulado do Jardel no final, para o Corinthians na final da Copa do Brasil, para  Boca Juniors na final da Libertadores.

Lembro da segunda divisão em 2005 quando, ao invés da torcida abandonar o estádio, se uniu ainda mais para ajudar o time a superar o momento difícil.

Lembro de inúmeros Grenais, alguns com derrota, inúmeros com vitória.

Lembro do Grenal que o Ronaldinho humilhou o Dunga, quando invadi o Estádio após o final do jogo para comemorar a vitória. Lembro de levar para casa um pedaço da grama do estádio, a qual toquei fora alguns anos depois, pois era uma grama que o Ronaldinho pisou.

Lembro da placa com o meu nome no portão 5, presente dos meus pais e até hoje na parede do Estádio.



Lembro de torcer na Social, nas Arquibancadas, nas Cadeiras. Lembro de ter visto uma meia dúzia de loucos torcendo e gritando que nem uns argentinos atrás do gol, que mais tarde vieram a se tornar a Geral do Grêmio, a mais louca torcida do país.

Lembro que a minha primeira reação após o rival ter ganho o primeiro título importante em 2006, foi de ir a pé do serviço até o estádio para colocar em dia minha carteira de sócio, a qual tinha parado de pagar. Foi uma sábia decisão, visto que os sócios que deixaram para fazer isto no outro ano, não podiam mais regularizar apenas tendo uma multa.

Lembro da emoção de levar os meus filhos ao estádio pela primeira vez, de fazê-los gremistas, deles se emocionando tanto como eu ao expressar o amor deles por um clube, principalmente quando estão no Olímpico.

Lembro de ter me emocionado novamente quando eles entraram em campo com o time este ano, no jogo contra o São Paulo. Sensação que eles tiveram novamente no último jogo oficial do Estádio contra o principal rival.

Lembro da Corrida Monumental, a qual não quis me conter de dar apenas uma volta ao redor do estádio e corri 6km como nunca tinha corrido anteriormente. A cada passo me lembrava dos jogos inesquecíveis naquele estádio. De cada gol fenomenal. Ao chegar na pista atlética do estádio, aproveitei cada segundo daquele momento único. Um pace de 6 min durante a corrida se transformou em 15 min para percorrer os últimos 400 metros. Outro pedaço do gramado levado para casa.



Minha última lembrança do Monumental foi mágica! Meus 2 filhos entraram em campo, mas peguei uma carona e fui junto com eles. Pisei em campo no dia do último jogo oficial. Fiz uma volta Olímpica no estádio junto com os maiores heróis do Olímpico: Jardel, Paulo Nunes, Tarcisio, Danrlei, Valdir Espinosa, entre tantos outros. Ouvi o grito da Geral de dentro do estádio. Senti a força que uma torcida tem. Esta memória levarei até o fim da vida!



Tenho anotado 71 jogos que fui ao Olímpico de 2002 até ontem. Mas com certeza devo ter mais do que o dobro disto deste que comecei a frequenta-lo.

Por fim, lembro que a partir de agora, minhas emoções irão mudar do Olímpico para a Arena, mas minhas lembranças do estádio jamais sairão da memória deste simples torcedor.