Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Cada um no seu quadrado

Quando uma empresa começa a crescer, ela começa a dividir os seus funcionários em equipes.
Geralente as equipes devem ser divididas conforme a tarefa específica de cada uma, por exemplo:

  • Equipe de tecnologia desenvolve aplicações
  • Equipe de interfaces faz interfaces para estas aplicações
  • Equipe de produtos bola produtos novos (que poderão se tornar aplicações)
  • Equipe financeira cuida da parte financeira
  • Equipe de suporte cuida do suporte
  • Equipe de atendimento cuida do atendimento
Quando uma equipe quer se envolver no trabalho da outra, acaba ocasionando um conflito (desnecessário) tanto de interesses como de tarefas.
O ideal é que cada equipe cuide bem da sua parte. Do que adianta colocar alguém de interfaces para desenvolver uma aplicação se, em 90% dos casos, não tem o mesmo conhecimento nesta parte que possui uma equipe de tecnologia.
Se isto acontece em alguma empresa acaba ocasionando, entre outras coisas:
  • Stress desnecessário entre as áreas
  • Atraso na entrega das tarefas
  • Perda de dinheiro
Assim, o ideal é que cada equipe cuide do que é responsabilidade dela

Resumindo: Cada um no seu quadrado!

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Sobre o Pizza Mode

Estava lendo o Porta 25, um blog que faz o relacionamento entre a Microsoft e a comunidade Open Source, e lá estava uma metodologia de trabalho para cumprimento de prazos bem interessante chamada "Pizza Mode".

Quando um projeto está perto do final e nota-se que está atrasado, o projeto entra em "Pizza Mode".
Consiste de colocar todos os desenvolvedores trancados em uma sala. A partir daí, eles receberão pizzas em horários determinados por baixo da porta, até que eles entreguem um CD com a finalização do projeto (também por baixo da porta).
Existem algumas regras que permitem o "bem-estar" dos desenvolvedores, como "poder dormir 8 horas por dia" (em rodízio), "café liberado", "banhos de sol" com luz artificial, etc.
Tá certo que a Princesa Isabel tinha proibido esta prática lá em 1888, mas parece que funciona.

Talvez isto pudesse ser implantado nos projetos da sua empresa. Quem sabe os projetos fossem entregues no prazo desta forma?

Leia o artigo com a explicação completa aqui

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Google Developer Day 2008

Abaixo a minha impressão sobre as palestras que assisti no evento Google Developer Day, dia 27/06 em São Paulo.

Google e o Mercado Brasileiro
Por Julio Zaguini

Uma excelente palestra, mostrando a visão do Google sobre o mercado brasileiro e como eles vêem a Internet de maneira geral.
Cito abaixo algumas frases que foram colocadas (algumas meio óbvias), as quais mostram o foco que deve ser dado pelas empresas de Internet nos próximos anos:

  • "Inovação é um processo Colaborativo": mostrando que, na maioria das vezes, a inovação na Internet passa pela mente dos usuários e, não, pela mente dos gerentes de produto
  • "É o indivíduo quem cria conteúdo e define as tendências"
  • "Se o usuário não usa, por que manter um produto?" - Caso do Google Vídeos, por exemplo.
  • "O usuário possui um comportamento multi-facetado" - Tentar entender o usuário baseado apenas no histórico do que ele acessou pode ser um erro.
  • "Nenhum veículo de comunicação morreu até hoje" - Vejam rádio, TV, jornal, etc. Os veículos se complementam.

Visão Geral dos Produtos e Tecnologias Google
Por Paulo Golgher

Palestra introdutória às tecnologias que seriam abordadas no resto do dia: "Client, Cloud Computing, Connectivity & GeoWeb". Foi exposto o que o Google está fazendo para cada uma destas tecnologias:
  • Cloud Computing - Disponibilização do Google App Engine, servidores disponibilizados pelo Google para atender a aplicações criadas para a Internet. A filosofia de venda é: como manter servidores para as novas aplicações pode ser caro, o Google disponibiliza eles gratuitamente enquanto a aplicação não atingir 50M de pageviews mensais. Após isto, possivelmente o desenvolvedor já tem como manter a aplicação e poderia pagar a mais para melhor escalabilidade. Isto ajuda a promover novos negócios que, com o tempo, poderão tornarem-se grandes e manter-se por si só.
  • Connectivity - Aí entra o Android (sistema operacional para celulares), o OpenSocial e o Friend Connect (APIs para redes sociais). mais detalhes nas outras palestras.
  • Client - Disponibilização do Google Gears para extensibilidade do navegador e, com isto, poder desenvolver aplicações com melhor experiência para o usuário. Além disso, muito das tecnologias Google estão sendo incluídas dentro da especificação HTML5 que, como estou acompanhando, está ficando bem completa e possibilitará grandes avanços nas aplicações Web assim que os browser a implantarem.
  • GeoWeb - APIs para o Google Maps/Earth. Interessante ressaltar o desenvolvimento da API do Google Maps para aplicações Flash e, principalmente, da Static Maps API. Esta última para colocação de mapas estáticos nas páginas (uma simples imagem ao invés de colocar o JS inteiro da API), a qual é útil para quem quer apenas mostrar uma localização, pois melhora muito o tempo de carregamento de uma página.

Introdução à Arquitetura Android
Por Dick Wall

Estava curioso para tentar entender o que o Google quer com o Android. O Android é um sistema operacional completo para celulares mas, além disso, ele é uma base para o desenvolvimento de aplicações que, se der certo, irá facilitar muito o desenvolvimento de software para a plataforma mobile, criando um padrão.
A arquitetura foi explicada com detalhes. O Kernel Linux, as bibliotecas, o ambiente runtime (Java), o framework disponibilizado para as aplicações (APIs, serviços, Gtalk, etc) e os aplicativos para a camada superior.
Achei legal o desenvolvimento sobre Eclipse e a utilização de um emulador para testes de aplicação utilizando o QEMU.
Entretanto, com o advento do I-Phone e com a Nokia abrindo o Symbian, não sei se os desenvolvedores conseguirão isto à curto prazo. Pelo visto, ainda seremos dependentes de ter que desenvolver para diferentes sistemas por muito tempo.
Além disso tem o fato de que, com o Android, será difícil para as operadoras manterem os seus celulares bloqueados. Isto é ótimo para os usuários, mas pode não ser um bom negócio para as operadoras.

Gears
Por Dion Almaer

Explicou a arquitetura do Gears para o desenvolvimento de aplicações off-line. Já conhecia um pouco a idéia do Gears, embora não soubesse muito como ele funcionava por baixo.
O anúncio de que ele pode, agora, trabalhar com work-pools fora do Browser é muito bom para evitar a demora no processamento das requisições JS.
O Gears ajuda muito quando estamos off-line e queremos utilizar aplicativos como o Google Reader (leitor de RSS) ou o Google Docs (Edição de Documentos). Entretanto, ainda acho que precisamos verificar se o usuário realmente vai querer utilizar aplicações Web desta forma.

Opensocial e Orkut
Por Chris Schalk

Assiti as palestras do Chris Schalk no primeiro Google Developer Day. Ele é o que o Google chama de "Developer Advocate" (ou "Evangelizador de Desenvolvedores", de acordo com a página do evento). Ele é muito bom em tentar vender formas de utilizar as APIs Google e é um palestrante certo na maioria dos eventos que eles promovem.
Desta vez, ele explicou como o OpenSocial está estruturado e como o Orkut trabalha com as aplicações OpenSocial. Pelo visto, ainda faltam algumas funcionalidades da API que não está totalmente integrada ao Orkut como está em aplicações como o MySpace ou o Hi5.
A boa notícia é que eles devem abrir as aplicações para os usuário do Brasil no mês de Julho.

Sobre Wall-E



Sou um grande fã dos filmes da Pixar (e de animações em geral). Aliás, o bom de ter filhos é que podemos ver desenhos e ter uma desculpa para isto ("só vejo por causa das crianças").
Wall-E entra no meu conceito como um dos melhores filmes da Pixar (junto com Toy Story, Procurando Nemo e Os Incríveis). A história é excelente, a animação é muito boa (conseguiram melhorar muito o trabalho com partículas, principalmente fumaça) e a mensagem do filme está de acordo com o que podemos esperar das novas gerações em relação ao meio-ambiente.
O fime conta a história do robô Wall-E, deixado na Terra para tentar limpar o planeta após anos e anos de acúmulo de lixo pelos seres humanos. Estes tinham abandonado o planeta para viver no espaço, dentro de naves espaciais gigantescas.
Enquanto Wall-E limpa o planeta (tendo como companhia apenas uma barata), ele acumula objetos curiosos deixados pelos humanos, tentando adivinhar para que eles serviam.
Tudo muda quando, em um dia de trabalho, ele recebe a visita de uma robô (chamada de Eva), que veio para dar uma olhada em como o planeta estava. A partir daí, Wall-E se apaixona por Eva e o filme começa a acontecer.
Primeiramente achei que Wall-E seria um filme mudo e que não agradaria muito as crianças. Na real, o filme fica uma meia-hora em quase absoluto silêncio, exceto pela voz metalizada de Wall-E, mas com tiradas bem engraçadas.
Entretanto, o resto do filme possui ação e aventura, onde podemos nos divertir e nos emocionar com a história contada.
De novo, mais um ponto positivo para a Pixar, que mesmo com o acordo com a Disney ainda consegue ser a maior produtora de filmes de animação.

Ficha técnica:
Direção: Andrew Stanton Gênero: Animação Distribuidora: Disney Sinopse: Em um futuro pós-apocalíptico, os humanos destruiram a terra e não existem mais. Os protagonistas são os Wall-E, robôs desenhados para limpar o lixo deixado na superfície da Terra. Essas máquinas, no entanto, não deram conta da tarefa e começaram a pifar lentamente, até que apenas um robô restou. É ele o protagonista, Wall-E. O nome é na verdade a sigla para Waste Allocation Load Lifters - Earth ("Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra"). Todos os dias, ele executa sua rotina de catar o lixo que encontra pela frente a fim de cumprir a (impossível) tarefa de juntar todo o lixo que existe no planeta. A única ajuda que ele recebe é a de Spot, sua barata de estimação.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Google também contrata agências de marketing "burras"

Recebi um e-mail do Google sobre o Google Developer Day 2008.
Um e-mail simples, explicando os detalhes básicos do evento, local, data e hora, etc.
Entretanto, existe no e-mail 2 links: um para "Como Chegar" e outro "Para mais informações clique aqui".
Tudo bem, não fosse o fato do e-mail ser apenas uma imagem, não tendo como clicar nos links: