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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Sobre Wall-E



Sou um grande fã dos filmes da Pixar (e de animações em geral). Aliás, o bom de ter filhos é que podemos ver desenhos e ter uma desculpa para isto ("só vejo por causa das crianças").
Wall-E entra no meu conceito como um dos melhores filmes da Pixar (junto com Toy Story, Procurando Nemo e Os Incríveis). A história é excelente, a animação é muito boa (conseguiram melhorar muito o trabalho com partículas, principalmente fumaça) e a mensagem do filme está de acordo com o que podemos esperar das novas gerações em relação ao meio-ambiente.
O fime conta a história do robô Wall-E, deixado na Terra para tentar limpar o planeta após anos e anos de acúmulo de lixo pelos seres humanos. Estes tinham abandonado o planeta para viver no espaço, dentro de naves espaciais gigantescas.
Enquanto Wall-E limpa o planeta (tendo como companhia apenas uma barata), ele acumula objetos curiosos deixados pelos humanos, tentando adivinhar para que eles serviam.
Tudo muda quando, em um dia de trabalho, ele recebe a visita de uma robô (chamada de Eva), que veio para dar uma olhada em como o planeta estava. A partir daí, Wall-E se apaixona por Eva e o filme começa a acontecer.
Primeiramente achei que Wall-E seria um filme mudo e que não agradaria muito as crianças. Na real, o filme fica uma meia-hora em quase absoluto silêncio, exceto pela voz metalizada de Wall-E, mas com tiradas bem engraçadas.
Entretanto, o resto do filme possui ação e aventura, onde podemos nos divertir e nos emocionar com a história contada.
De novo, mais um ponto positivo para a Pixar, que mesmo com o acordo com a Disney ainda consegue ser a maior produtora de filmes de animação.

Ficha técnica:
Direção: Andrew Stanton Gênero: Animação Distribuidora: Disney Sinopse: Em um futuro pós-apocalíptico, os humanos destruiram a terra e não existem mais. Os protagonistas são os Wall-E, robôs desenhados para limpar o lixo deixado na superfície da Terra. Essas máquinas, no entanto, não deram conta da tarefa e começaram a pifar lentamente, até que apenas um robô restou. É ele o protagonista, Wall-E. O nome é na verdade a sigla para Waste Allocation Load Lifters - Earth ("Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra"). Todos os dias, ele executa sua rotina de catar o lixo que encontra pela frente a fim de cumprir a (impossível) tarefa de juntar todo o lixo que existe no planeta. A única ajuda que ele recebe é a de Spot, sua barata de estimação.

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Ópera do Mallandro

O Jacaré Banguela colocou um post sobre um curta-metragem dirigido por André Moraes, chamado "Ópera do Mallandro".

A sinopse diz tudo: "O curta conta a história de um garoto (Michel Joelsas, de “O Ano Em Que Meu Pais Saíram de Férias”) que, em sua última prova de recuperação na escola, tem a tarefa de escrever um texto em 15 minutos. Durante o processo criativo, o menino embarca por um universo musical cheio de personagens e mitos dos anos 80 revividos em quatro números musicais embalados por releituras de sucessos do Sérgio Mallandro."

Além de alguns atores conhecidos (como Thais Araújo, Wagner Moura, Lázaro Ramos e Luciano Szafir), o filme mostra alguns elementos que, sem dúvida, marcaram a minha infância como:

  • Acquaplay
  • Fofão
  • Bozo
  • Músicas do Sérgio Mallandro
Vale a pena dar uma olhada no vídeo. Ele tem uns 15 minutos (já descontando os créditos finais) e é uma boa pedida para um final de tarde de sexta-feira.

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Filmes para ver em 2008

Seguindo a lista de filmes que irei ver em 2008, segue a lista:

  • Harry Potter e o Enigma do Príncipe: Mais um filme da série. Como o diretor é o mesmo do quinto filme, deve continuar com o padrão de ser fiel ao livro. Será interessante ver como irá retratar o final.
  • A Bússula de Ouro: Vi o trailer este fim-de-semana, antes de "Bee Movie". Cenas impressionantes e uma boa história. Creio que este deve ser o filme que irá empolgar minhas crianças em 2008. Fora isto, ver a Nicole Kidman fazendo um papel de vilã será bem interessante.
  • Wall-E: Filme dos robôs da Pixar (agora junto com a Disney). Espero que não seja igual à "Robôs" e que consiga resgatar o sucesso de Carros.
  • Bolt: Novo filme da Disney (agora junto com a Pixar). Não se deve esperar muito, mas se repetir a história de "A Família do Futuro", poderá ser bem legal. Pelo menos, na versão inglesa, temos John Travolta dublando.
  • Kung-Fu Panda: Deste não espero nada. Vamos ver se a Dreamworks acerta a receita desta vez. Pelo menos convidaram Jack Black, Jackie Chan, Dustin Hoffman e Luci Liu para dublar.
Claro que tudo isto depende da resolução da greve de roteiristas que está afetando os Estados Unidos. Esperamos que tudo se resolva o mais breve possível.

Os filmes que vi em 2007

Lá em janeiro fiz um post sobre os filmes que gostaria de ver em 2007. Agora, faço o review dos filmes que vi.

  • Harry Potter e a Ordem de Fênix: Sem dúvida o melhor dos filmes de Harry Potter até agora. Conseguiram retratar de forma eficiente o livro, sem deixar partes importantes para trás. Creio que foi por isto que resolveram manter o diretor para o próximo filme.
  • Ratatouille: Apesar de ser um bom filme, não conseguiu repetir o sucesso dos antecessores da Pixar (principalmente depois de Carros). Como o diretor era o mesmo de "Os Incríveis", esperava mais do filme.
  • Shrek 3: Outro filme que deixou a desejar. Como o Shrek 2 foi um ótimo filme, sua continuação não conseguiu corresponder às espectativas, apesar de ter tido uma ótima bilheteria.
  • Tá Dando Onda: O melhor dos filmes de animação que vi este ano (talvez por não ter nenhuma espectativa e pensar que fosse parecido com "Happy Feet"). O filme conseguiu ótimos efeitos gráficos e creio que os efeitos de água e onda criados pelo pessoal da Sony podem ser considerados um marco na animação gráfica.
  • Deu a Louca na Cinderela: Um filme interessante para levar as crianças no cinema. Nada mais do que isto. Interessante para ver que Sarah Michelle Gellar consegue trabalhar com animações também.
  • Bee Movie: Um filme engraçado para quem entende piadas americanas. Parece que o pessoal da Dreamworks ainda não conseguiu se livrar do estigma do Shrek e ainda não colocou o foco no mercado internacional nos seus outros filmes. Apesar disto, consegui dar umas boas risadas com a abelha dublada pelo Seinfield.
  • Tropa de Elite: Creio que este não precisa de comentários. Excelente filme que só não foi indicado ao Oscar pelos brasileiros porque o pessoal que avalia os filmes nacionais não quis fazer mais propaganda de violência no Rio de Janeiro agora que iremos sediar uma Copa do Mundo (alguém duvida que irão chamar o Bope para uma operação nos morros antes da copa?).
Era isto. Creio que outros filmes não vale a pena citar agora. Depois irei fazer um post sobre os filmes de 2008.

Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Perfume de Mulher

Um dos filmes que sempre recomendo é "Perfume de Mulher" (Scent of a Woman, 1992). O filme mostra um excelente trabalho de Al Pacino (como na maioria dos casos onde ele atua) e possui cenas memoráveis.
A que todos o que viram o filme lembram geralmente é a maravilhosa cena de tango onde o Coronel Frank Slade (Al Pacino), já cego, dança o tango "Por Una Cabeza" com Donna (Gabrielle Anwar).
Entretanto, a outra grande cena está no final do filme, onde o jovem Charlie (Chris O' Donnel) tem de enfrentar um julgamento na sua escola, principalmente por não ter delatado 3 colegas que cometeram uma infração.
A cena é reproduzida abaixo, e define muito do caráter que deve moldar as pessoas.

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

A Greve dos Roteiristas Norte-Americanos

Existem várias pessoas que, como eu, gostam de ver as séries produzidas pelas televisões norte-americanas. Entretanto, a greve dos roteiristas pode provocar um "caos" televisivo que, se perdurar por mais algum tempo, irá me obrigar a ficar vendo "A Grande Família" ou reprises ao invés de assistir House M.D. ou Lost.

Estava pensando que os roteiristas eram pessoas que apenas queriam mais dinheiro por coisa pouca mas, após ler a entrevista que Damon Lindelof (co-criador e roteirista-chefe de Lost) deu para o New York Times, começo a ver esta greve de outro modo. Ainda fico indignado por não poder ver episódios novos, mas posso entender um pouco melhor a situação.

Seguem as palavras de Lindelof:


Eu devia ter me dado conta disso quatro anos atrás quando comprei meu primeiro TiVo, mas a negação é sempre o primeira fase do luto. Eu simplesmente não podia reconhecer que essa maravilhosa invenção anunciava o início do fim.

TiVo armazena seus filmes e séries em um hd (como de um pc), permitindo que você assista o episódio do “The Daily Show” da noite anterior tão facilmente quanto você abre documentos no seu laptop. Na verdade, uma vez que você tenha baixado transmissão original - perdão, eu quero dizer ‘gravado’ - pode vê-lo no seu momento de lazer. Na manhã seguinte. No próximo ano. Quando bem quiser. Para que agora? Você é dono desse episódio. E o melhor de tudo, você o tem de graça.

A televisão sempre foi gratuita. Claro, se você quiser ver todos os jogos da NFL (Liga de Futebol americano) em alta definição, terá que pagar, mas as redes de tv ainda oferecem sua programação totalmente de graça. transmissão redes continuam a oferecer os seus horários para todo absolutamente nada. O único porém, é claro, é a obrigatoriedade de ter que assistir comerciais. Economicamente é uma troca justa. As emissoras gastam para fazer as séries, as oferecem ao público, e recuperam o investimento através das propagandas. O que infelizmente nos traz a coisa mais maavilhosa que o TiVo faz: ele permite que você ignore os comerciais que mantém todo sistema funcionando.

Vinte porcento dos lares americanos já possuem esses aparelhos que armazenam filmes e séries de tv indefinidamente e permitem que você ignore os comerciais. Esses aparelhos provavelmente vão proliferar em uma escala significante em breve, e quase todo mundo terá um. Eles também vão ficar menores, e a tela retangular na sua sala não será realmente televisão, será um computador. E o que trará tudo aquilo que você assiste? Não será o cabo de tv; será a internet.

Isso provavelmente pode parecer empolgante para quem gosta de tv, mas se você está envolvido na produção dessas séries, não é nada mais que aterrorizante. Deve ter sido assim que os artistas de palco sentiram-se na primeira vez que viram um filme mudo; sentados ali dando conta que eles acabavam de se tornar extintos: afinal, quem iria querer ver um espetáculo de sapateado quando poderia ver Harold Lloyd dependurado em um relógio a 15 metros de altura?

Mudanças sempre provocam medo, mas eu já acreditei que a morte da nossa amada televisão uniria todos aqueles afetados, os talentos e estúdios, criadores e afins. Estamos todos com medo e deveríamos sentí-lo juntos. No entanto estamos profundamente divididos.

O sindicato dos roteiristas americanos - WGA na sigla em inglês- e do qual orgulhosamente faço parte entrou em greve. Passei a semana passada em picket do lado de fora dos estúdios Walt Disney, meu empregador, cantando slogans e caminhando lentamente pela calçada.

A motivação para essa ação drástica - e uma greve é drástica, uma verdade que venho conhecendo ainda mais a cada dia que passa - é o desejo do sindicato em receber uma porção derivada da renda gerada pela internet. Isso não é novidade: a mais de 50 anos os roteiristas tem direito a receber uma pequena parcela dos lucros dos estúdios gerados pela reexibição de nossos filmes ou séries; quando algo que criamos é produzido ou vendido em dvd, recebemos royalties. Os estúdios porém, recusam-se a aplicar a mesma regra para a internet.
Minha série, Lost, já foi exibida centenas de milhões de vezes desde a disponibilização no site da ABC. Os downaloads exigem que o espectador assista uma propaganda, da qual a emissora recebe alguma coisa. Quem escreveu os episódios não ganha nada. Também somos um sucesso no iTunes (onde os episódios de séries são vendidos a $1,99 cada). E de novo, não recebemos nada.

Se a greve durar mais que três meses, uma temporada inteira da tv vai terminar em dezembro. Não teremos dramas, comédias, ou Daily Show. A greve também vai impedir que qualquer piloto seja gravado, portanto mesmo que a greve chegue ao fim até lá, você não verá nenhuma série nova até janeiro de 2009. Tanto o sindicato e os estúdios concordam em um ponto: a situação seria brutal.

Eu provavelmente serei arrastado pelas ruas e queimado vivo se os fãs tiverem que esperar mais um ano pela volta de Lost. E quem poderia criticá-los? A opinião pública pode estar ao noso lado agora, mas depois que a audiência tiver passado um mês ou mais assistindo “America’s Next Hottest Cop” e “Celebrity Eating Context”, tenho poucas dúvidas de que a corrente vai se virar contra nós. O que me leva à segunda fase do luto: raiva.

Estou furioso porque sou acusado de ser ganancioso pelos estúdios que estão sendo gananciosos. Estou bravo porque minha ambição é justa e razoável: se dinheiro é ganho com o meu produto através da internet, então tenho direito a uma parcela. A ambição dos estúdios, por outro lado, esconde-se atrás do cinismo, de declarações de que não ganham nada na internet, de que a exibição online é puramente “promocional”. É mesmo?

Sobretudo, estou furioso por não estar trabalhando. E não trabalhar significa não ser pago. Meu salário semanal é consideravelmente maior do que a pequena porcentagem dos ganhos da internet que estamos tentando obter nessa negociação e se eu ficar no picket por apenas três meses, jamais vou recuperar essas perdas, independente do acordo que for feito.
Mas estou disposto a aguentar firme para um tempo maior que três meses porque essa é uma luta pela sobrevivência de uma geração futura de roteiristas, cujo trabalho não será televisionado, mas sim distribuído através de um chip.

As coisas ficaram feias e as linhas de comunicação se perderam completamente entre o sindicato e os estúdios. Talvez ainda não seja tarde demais, já que ambos os lados da disputa tem uma coisa em comum: nosso luto por como as coisas costumavam ser. Em vez de brigarmos uns com os outros, talvez devessemos nos mover em prol da tv.

Porque a terceira fase do luto é a barganha.

E precisamos baganhar, porque quando a televisão finalmente desaparecer, ainda existirá entretenimento; ainda teremos séries e filmes, bem ali na tela da sala. E tal qual os donos dos teatros de vaudeville que se reergueram, os estúdios vão descobrir formas de ganhar rios de dinheiro do que quer que seja exibido na tela.

E nós ainda estaremos escrevendo cada palavra.

Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Uma cilada para Roger Rabbit

Um dos filmes que considero marco na computação gráfica é "Uma Cilada para Roger Rabbit". Foi um dos primeiros filmes que fizeram a interação entre desenhos e pessoas reais de uma forma muito bem feita.
Vocês podem dizer que houveram outros filmes que tinham interação entre pessoas e desenhos ("Você já foi à Bahia", da Disney, é um clássico neste estilo), mas lembro de poucos que tenham feito isto de uma forma quase perfeita.
No vídeo abaixo, temos Jessica Rabbit cantando "Why don't you do right". Notem a personagem mexendo em chapéus, paletós e lenços de pessoas e pensem no trabalhão que foi necessário para fazer isto de uma forma perfeita.
Um filme já considerado antigo (é de 1988), mas ganhou 3 Oscars (Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros e Edição) e o considero um clássico da minha infância.

Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Agora só falta cortar um dos dedos

Filha de Bruce Willis e Demi Moore muda o nome para Lula
A filha de Bruce Willis, 53 anos, e Demi Moore, 44, Talullah, mudou seu nome para Lula, informou o site Contact Music.
O anúncio foi feito pelo próprio pai da menina no programa Late Show With David Letterman, na noite dessa quinta-feira.
"Ela queria que eu mencionasse em um grande programa de TV que ela mudou seu nome legalmente de Talullah para Lula, só Lula", contou o ator.
"Ela não gostava do nome dela", completou ele.

Com certeza os próximos passos da filha do "salvador do mundo" com a "namorada do fantasma" vai cortar o dedo, viajar muito, ganhar uma nota preta com corrupção e dizer que governa alguma coisa, apesar dos outros mandarem por ela.

Quarta-feira, 4 de Abril de 2007

Tarantino's Mind

Excelente curta-metragem, estrelado por Selton Mello e Seu Jorge, sobre um dos melhores diretores e roteiristas da atualidade: Quentin Tarantino.
Vale a pena assistir: